CHO-VER
De nada adiantará se adiantar, se precisará esperar a chuva prantear. Enquanto puder ver a chuva prantear e fisgada estiver, como peixe que morre pela boca, pergunte-se por qual motivo o pranto dela - da chuva - lhe convoca a escrever. A não esquecer.
Cientificamente, a chuva é descrita como precipitação em formas de gotas, aproximadamente com zero vírgula cinco milímetros de diâmetro. Quando as gotas são menores e finais, como essas que caem, chama-se garoa. Goteiras quase sagradas por saírem dos olhos, caírem do céu. Goteiras quase impróprias de tão... próprias, dos olhos ao céu, da boca. Se chove e não possuo guarda-chuva, quero não guardar as chuvas.
De... nada adiantará se adiantar, então sugiro um chá, não café, está tarde e, não conseguirá dormir após mais uma dose noturna de cafeína em teu peito cansado. Há algum tempo, teus olhos não escorrem de maneira adequada. Sem moralismo na adequação, mas há nesses olhos uma adequação que é, lentificada e própria, sabe o quão desajustada está. Há meses nesses olhos. Espero que sopre o escorrido, que diz corre, insisto; lentificando. Tenho uma escrita em minhas mãos e está, não irá se dar por satisfeita num só dia, em uns, talvez – retorno descafeinada, quero não sobrecarregar o peito.
As ervas me aguardam. Guardam o sono, o estado do corpo em descanso é um pedido, preciso. A limpeza no campo, sopro esfumaçado, sofro esfumaçada, pedido revogado. O corpo em repouso, banhado às ervas, adormece, ameno. Lado esquerdo do peito, ainda, cafeinado. Sente o tremor? Frequência cardíaca elevada faz com que o coração – este poético órgão, entre em descompasso. Pesadelo quase nomeia o susto de ver, o peso. De verdade. O peso, da verdade. Há quantos pés está do solo basal?
Sugiro um chão, outro. Uma outra superfície que sirva de base, um apoio à frequência cardíaca elevada. Um solo, outra superfície, pois a antiga não mais a sustenta. Outra, que sirva de base para o tronco – teu, da árvore – para que sustente a cabeça, não a perca, pois de nada adiantará se adiantar, se precisará esperar a chuva prantear, globo ocular esvaziar, o peito, descafeinar. De nada adiantará se adiantar, se precisará nomear o pesadelo, com calma, não ao susto. O peso, da verdade. De verdade, pesa. Estou há tantos pés do solo inaugural, vejo a limpeza do asfalto, as faltas, as falas das flautas são as notas,
na próxima terá Sol.
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