QUIET DAYS

(...) te filmei, firmei os pés, alonguei as mãos, escrevi em ligação. escutei a sua, que dizia, com a ponta dos dedos sobre a ligação que sentia - a nossa. o coração ao muro, fisgou os olhos míopes que insistem em andar sem óculos. em questão, o meu, exposto ao concreto. na quietude do mar das nove e meia, meu reflexo. lembro de narciso e fico atenta, ao afogamento. sou, só. sem você, experimento a sensação de praia vazia. me aquietei diante ao que tanto já, me inquietou - a praia vazia. ou melhor, o vazio. puro. Corpórea é a quietude do mar das nove e meia, que é um tapete, ótimo pro stand up paddle. Remar em pé, diferente e mais difícil, que remar sentado. Amar em pé. o mar das nove é um tapete, ótimo também, pro stand up comedy. Rir em pé, enquanto me apoio às minhas contradições corpóreas. Como noticio que regressei a ideia de te amar? 

o sol estica, enruga a pele, entregue a ele, me busco de volta. transcrevo as gotas corpóreas, àquelas que fincam, quando decididas, saímos do mar. 

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- O que fazer quando o corpo, torna público, o regresso?

- Nada(r).


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