ESCRITA CALOSA
o último escrito do dia se faz de calo;
dos meus, dos teus e deles.
de calor, chuvisco e de um tempo que virou.
das sacadas, sacodes e de alguém que, se virou.
andará e por onde for; pés calejados.
a última linha soará como profecia,
mas é ''só'' a calosidade de um atrito constante,
em minha e tua carne.
.
calosidade e atrito constante;
não só entre pés-e-tênis, mas sendo, simplesmente, o atrito constante que,
d'onde vem?
o atrito constante!
d'um ir e vir?
me enganei e, não é simplesmente dito.
..
o último escrito se faz enquanto repouso olhos e ombros.
dos meus, dos teus e deles.
de calor, chuvisco e de um tempo que virou.
das sacadas, sacodes e de alguém que, se virou.
andará e por onde for; pés calejados.
a última linha soará como profecia,
mas é ''só'' a calosidade de um atrito constante,
em minha e tua carne.
.
calosidade e atrito constante;
não só entre pés-e-tênis, mas sendo, simplesmente, o atrito constante que,
d'onde vem?
o atrito constante!
d'um ir e vir?
me enganei e, não é simplesmente dito.
..
o último escrito se faz enquanto repouso olhos e ombros.
se refaz, enquanto me levanto e preparo um café já pronto,
me preparando, para mais uma vez, ralar meu calcanhar,
enquanto faço o meu trajeto com os meus trejeitos,
aos muros do dia.
me preparando, para mais uma vez, ralar meu calcanhar,
enquanto faço o meu trajeto com os meus trejeitos,
aos muros do dia.
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