É VERDE
Sob o verde do parque mais vivo da cidade e ainda assim, balbucia sobre o medo de perder-se. À espera de quais palavras senta-se e, espera? Abstrata e cheia de dúvidas, embora o dia esteja lúcido, vívido e radiante. A cena é de humor. Escrevo-te rindo e discorro que, é verde o medo de perder-se. Abstrata e cheia de dúvidas, escrevo-me perto das árvores porque tenho raízes e balanço conforme o vento. Não sou fixa, como ingenuamente, imaginei. Balanço conforme o vento e algumas certezas, sempre caem.
Aquilo que me acontece, ou não acontece, antecede a minha frustração.
— Criadora ou criatura da própria frustração?
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(...)
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